~; Para sonhar é preciso acreditar. É preciso estar constantemente apaixonado. É amar até sem ser amado. Para sonhar é necessário fé, muita fé no que só existe para você, em você. E acreditar que sozinho você pode mudar o mundo, ainda mais, é sentir-se voar nas nuvens. Sonhar é mais real que a realidade, para um bom sonhador. É ter dentro de si normas e mandamentos infinitos, incompreendidos e invisíveis, mas que você vê e segue [...]
Cada um tem o seu jeito, o seu jeito de amar, o seu jeito de sentir saudades, o seu jeito de brincar, o seu jeito de se expressar, ninguém é igual. |JandR
“Só queria uma noite dessas assim com você, aquelas de filme de romance. Pode ser ficar em casa de noite, assistir filmes, sabe aquele nosso filme favorito? Então, bem ele. E então eu iria te fazer cosquinhas bem na sua cena favorita, só pra te irritar. Você iria se soltar e procurar pelo controle remoto pra voltar as partes que você perdeu do filme. Mas eu teria o escondido. Você ficaria mais brava ainda, e eu só iria rir de você, porque.. você fica linda assim, sabia? Eu te daria o controle depois de você ficar toda estressada comigo. E eu iria te abraçar por trás e fazer carinho em você. Iria beijar a sua testa e você ficaria.. olhando pra baixo, sabe? Não sei explicar, mas é que você também fica linda assim. Eu iria te chamar de minha pequena, eu acho fofo.. Eu iria nos cobrir com edredon e voltar a assistir o filme.. Mas no meio dele iria jogar a almofada em você, só pra te irritar novamente. E assim, começaríamos a brigar, mas não de verdade, sabe? Você me chamaria de idiota, eu te chamaria de linda.. E assim iria.. Mas tudo ficaria bem, quando eu fizesse uma “cabaninha” e te dissesse que era pra te proteger dos monstros da madrugada.. E.. Depois você iria virar o olhar e fitar bem nos meus olhos, e então começaríamos a rir.. Sem motivo, mesmo, não importa.. Só por estar ali, só por estarmos nós dois juntos, juntinhos, abraçados, como sempre sonhamos, minha princesa, meu amor, minha pequena.”BrunoKrueger,O♜SONHADOR.
“Dias e mais dias ruins, expectativas desmanchadas pela realidade, sentimentos amargurados presos atrás de um sorriso falso, pessoas fingindo se importar por todos os lados, e por trás desejando-me mal, era isso que me cercava nos últimos tempos. Nada mais naquele lugar fazia sentido, era como se fosse uma intrusa no mundo de estranhos conhecidos - O que sabiam de mim não passava muito do meu nome, eles até achavam saber mais que isso, mas ninguém sabe, nem mesmo eu. Me sentia a cada dia em um peça de teatro nova, com pessoas mascaradas, da qual eu sempre interpretava a palhaça, uma peça que no final as cortinas não fechavam, mesmo depois do show não tiravam as máscaras. Não quero mais viver aqui, cansei de ser a palhaça intrusa que não se encaixa em canto algum. Quero meu próprio palco, mas não quero interpretar um papel, quero um lugar que possa mostrar quem sou, sorrir abertamente e me ver rodeada de pessoas de verdade, que não são apenas mais um peso no mundo fingindo ser o que não é, para agradar seja lá quem for. Quero mostrar as pessoas que não me querem bem, que não preciso delas, que um dia suas máscaras vão cair, e quem foi sempre verdadeiro é que prevaleceu. Quero eu fazer da minha vida o que bem entender, sem máscaras, fingimentos ou papéis impostos como um script, quem dará as ordens por aqui serei eu, no meu palco não entram mais atores, só pessoas que são, sem sobra de dúvida, verdadeiras.” Mari M. — (azul-banana)
Já estava me cansando de dizer por ai que estava cansada. Já não suportava mais a ideia de ter que sorrir de dia e chorar à noite. Até que minhas lágrimas sumiram, assim, do nada, elas simplesmente secaram. Pensei ter me tornado enfim oque todos dizem por ai sobre como garotas ficam depois de corações partidos. Tive medo, não queria me tornar aquilo, não queria ser… Fria. Mas não; ninguém de fato é fria, corações não se congelam. Por mais ressentida que uma pessoa esteja ela não fecha todas as portas, há sempre um resto de chama lá dentro, só esperando alguém que seja capaz de alcança-la. Eu espero sempre querer deixar o amor voltar à minha vida, por que viver em um mundo interno que só haja rancor, medo de tentar de novo, solidão e desespero, não deve ser nada agradável. Espero que nunca chegue ao ponto de querer me fechar para o mundo. Não tenho mais lágrimas, elas se esgotaram, pelo menos por enquanto; pois sei que ainda vou chorar muito, mas a escassez do momento vou considerar como um aviso da vida, que agora de mim, só sai sorrisos. (azul-banana)
Não sou do tipo que se acalma quando pedem, nem do que se agita quando é necessário. Não sou de tipo nenhum, sou contraditória a tudo e a todos. É bem isso, meu temperamento não costuma ser o mais esperado pelas pessoas, não costumo ser muito sociável, mas quando alguém me conquista dedico toda a minha amizade à ela. Não gosto de briga e discussões, mas tenho um gênio forte, defendo meu ponto de vista até o fim. Não sou orgulhosa, nunca fui, sempre acabo pedindo desculpas mesmo que estivesse certa. Orgulho para mim é o que há de pior em um pessoa, o impede de ser feliz na maior parte do tempo; vai ver por isso nunca fui orgulhosa, pois tenho sede de felicidade e isso só me limitaria. Gosto do difícil, do complicado, talvez por que sou assim quase sempre, mas também por que o fácil não teria graça, e quem ganha coisas de mão beijada costuma não dar valor. É estranho, eu sei. Você nunca vai conseguir me entender, aceite isso. Mas quem sabe você se acostume com minhas complicações involuntárias.(azul-banana)
“Querida solidão, quero informa-lhe que você não és mais bem vinda na minha vida, avise a sua mais chegada amiga saudade que ela também não entrará mais como um furacão em todos os momentos insanos da minha simples vida. Minhas portas estão trancadas, minhas janelas estão fechadas e lacradas, muito bem lacradas. Qualquer brecha foi insuportavelmente fechada com o mínimo cuidado… Estou cansada de tanto sofrer, de tanto sentir rancor, e mesmo assim sentir falta do que me fez mal. Este constante ciclo já está me irritando. Agora com tudo extremamente fechado de todas as formas possíveis espero que algo mude, só irei abrir minha porta pra quem sei que é de confiança, só quero perto de mim aquilo que me faz bem. Imponho-me essa regra todos os dias agora, talvez até pregue um lembrete na geladeira: “aproximar tudo que é bom e distanciar aquilo que não faz diferença na minha vida.” Tudo aquilo que não me prioriza, que me coloca com qualquer outra opção que não seja a primeira em sua vida também deverá ser colocado do mesmo modo na minha. É algo bem simples na verdade, a solidão terá como companhia a saudade. E quando a mim terei tudo aquilo que me anima, me faz feliz e que me dá motivos para levantar todos os dias da cama. Quero abraços aconchegantes daqueles que me querem bem, por que estou cansada do frio que a saudade e a solidão trás consigo. É isso, vou ser feliz independente da perseverança das coisas ruins que tentam achar qualquer brecha para invadir minha vida, mas elas não vão conseguir, não mais. “
Acabei não dormindo,era mais uma noite em claro que passava pensando em como minha vida estava ultimamente, quando vi que o dia estava clareando, peguei meus fones, uma folha pequena e uma caneta que estavam jogadas em cima de uma escrivaninha no meu quarto. Passei pela cozinha, peguei um copo, o enchi de suco e fui sentar na varanda. Não sei bem por que trouxera o papel, talvez por que soubesse da minha mania de rabiscar qualquer coisa em um canto quando parava pra pensar. Aquele céu azul com um tom meio rosado estava lindo, e de alguma forma me trazia uma paz que não conseguiria explicar nem que passasse o resto do dia tentando, gastaria minhas palavras atoa, era inexplicavel a sensação daquele amanhecer. Talvez por que eu tinha-o em mente como uma nova chance de mudar meus dias, mudar de vez a mesmice contínua da minha vida. Olhando aquele nascer do sol comecei a pensar em como tudo, por mais não que pareça, é extremamente instável, como tudo poderia mudar radicalmente de uma hora pra outra. Mas para as pessoas era mais cômodo deixar como estava, menos trabalhoso provavelmente. Mas ainda sim, mesmo com a relutância das pessoas de mudar a monotonia dos dias, eu poderia fazer algo. É, não sabia bem o que poderia fazer, não ainda, mas acharia alguma coisa, com certeza. Voltei a olhar para o céu, o sol agora já estava bem aparente, inundava minha vista com uma imensidão de luz, uma luz forte demais, fazendo-me me encolher. Não gostava muito do sol, minha relação com ele era complicada, realmente não gostava dele, mas como sempre, tenho meus momentos de contradição. Mesmo com aquela luz forte que cegaria qualquer um que ousasse encara-lo a sensação de calor que ele me proporcionou naquele momento me agradou, quebrou um pouco o friozinho que restava da madrugada. Me aqueceu de uma forma acolhedora. Era como se eu estivesse usando o sol para substituir o abraço que não teria naquele momento, mas que era necessário. Sim, isso é bem estranho, mas o que haveria de fazer se estava sozinha no mundo? Era assim que me sentia nos últimos dias. Sozinha. Os únicos que me faziam companhia, eram a lua e as corujas a noite, e agora meu mais novo amigo, o sol com seu calor acolhedor e os passarinhos que acabavam de acordar. Como pode ver, minha vida não é muito movimentada, mas mesmo me sentindo sozinha agora, estava de certa forma tudo bem, é como se eu soubesse claramente que aquilo tudo iria mudar, ou pelo menos era o que eu esperava e pedia todos os dias antes de dormir. Minha folha já estava repleta de desenhos e rabiscos, e meu suco já havia acabado, resolvi então voltar ao quarto, quem sabe agora conseguisse dormir. (azul-banana)